Terrários

 

TERRÁRIOS

 

Muitas vezes associado á ideia de plantas em casa surge a ideia de utilizar um terrário para esse fim.
O objectivo muitas vezes é uma questão estética, mas outras vezes funcionam como mini estufas, pequenos compartimentos onde se tenta obter condiçoes climatericas que não se acontecem naturalmente na localização geográfica onde o cultivador se encontra.
Nestas condiçoes a atingir temos muitas vezes humidade de valores elevados e temperaturas controladas.
Ao serem utilizados terrários vários factores devem ser tidos em conta, um deles é a questão de que um terrário para além de ter uma despesa inicial que pode ser elevada dependendo dos equipamentos e da dimensão do mesmo, outro factor importante é a questão do custo continuo de manter o terrário em funcionamento.

Vamos começar por abordar a questão da iluminaçao, este factor é na maioria dos casos o factor predominante na despesa continua do terrário, deve se por isso dar uma especial atenção á questão da iluminação.
Para ajudar nesta questão do custo de manutenção pode usar um simulador aqui no site:
Simulador custo de sistemas de iluminação

Na iluminação, independentemente da fonte luminosa, um dos factores em que convém investir algum tempo é ao desperdicio da luz produzida pela fonte e garantir que o máximo possivel de luz é aproveitada pelas plantas no interior em vez do terrário servir para iluminar a divisao da casa onde o este se encontra.

Os terrários normalmente são de vidro e/ou acrilico transparente, isso significa que muita luz pode ser perdida para fora através das paredes, para minimizar esse facto devem ser cobertas o maior numero possivel de paredes com um material reflectivo ou pelo menos branco, cada caso é um caso e pode não ser prático cobrir todas as paredes do terrário, mas normalmente nem que seja apenas a parede traseira existe sempre algum ganho ao fazer isso.

Para demonstrar foi feito um teste com um pequeno terrário, os valores de iluminação foram medidos á altura de um vaso antes e depois das paredes laterais, no caso deste exemplo, serem cobertas.

 

 
O terrário usado no teste


Medição do valor de luminância dentro do terrário sem cobertura reflectiva nas paredes: 1265 lux

Medição do valor de luminância dentro do terrário com cobertura reflectiva nas paredes: 1599 lux

 Como podemos constatar o valor de iluminância aumentou significativamente com a cobertura das paredes laterais, antes o valor era 1265 lux e depois de cobertas as paredes lateriais com mylar o valor obtido foi de 1599 lux, isso corresponde a um ganho de 26%, para este teste foi utilizada uma lâmpada flourescente compacta, mas a fonte de luz utilizada e a sua potencia não é relevante, o importante é a diferença significativa obtida.
Esta experiência permite concluir que a cobertura de algumas paredes de um terrário permite reduzir a potência do sistema de iluminação usado porque há menos desperdicio de luz, até esse facto se observa sem dificuldade através das fotos anteriores, chamo a atenção para o detalhe de antes da cobertura se poder observar o chão há volta do terrário, que se encontra iluminado pela luz que vem do seu interior, depois da cobertura o espaço á volta do terrário está escuro.

Outra questão que surge é sempre a do tipo de lâmpadas a usar para a iluminação, em termos de relação custo eficácia, as lâmpadas fluorescentes tubulares acabam por ser uma escolha óbvia e que na maioria dos casos é a escolhida.
Dentro destas temos ainda várias opções, lâmpadas T8 de temperatura de cor 6500K usadas para a iluminação domestica acabam por essa razão serem as lâmpadas mais comuns e por isso as que são mais facilmente encontradas e as que possuem o menor preço.
Uma melhoria a este tipo de lâmpadas são as fluorescentes em formato T5 que são mais eficientes no consumo de energia, ou seja para a mesma potência produzem mais luz.
Ainda no grupo das fluorescentes temos as lâmpadas especificas para as plantas, a sua designação varia de fabricante para fabricante, sendo por exemplo denominadas GROLUX ou FLORA, o ganho obtido neste tipo de lâmpadas baseia se no principio que nem todos os comprimentos de onda são utilizados pelas plantas da mesma forma, para tornar clara esta ideia de forma simples basta pensar no seguinte, se as plantas são verdes é porque reflectem a cor verde, logo não utilizam ou necessitam do comprimento de onda relativo ao verde para realizarem a fotosintese. Portanto uma forma de tornar mais eficiente a energia gasta na lâmpada é maximizar a produção dos comprimentos de onda utilizados pelas plantas em detrimento dos comprimentos não uteis.
Um efeito secundário da utilização destas lâmpadas é as plantas ficarem com um aspecto pouco natural ao olharmos para elas, devido á falta da cor verde no espectro emitido pela lâmpada, por esta razão muitas vezes estas lâmpadas são usadas em conjunto com lâmpadas normais já faladas em cima para permitir um aspecto visual mais normal das plantas iluminadas.

Muito existe escrito sobre os tipos de iluminação que referi em cima, por isso vou concentrar o texto nas mais recentes possibilidades de iluminação de terrários, a utilização de iluminação LED.
Com a utilização de LEDS existem várias vantagens, a mais óbvia é o consumo de energia, outra menos óbvia é a questão de que toda a luz produzida e emitida numa direcção, não havendo o desperdicio que existe com as lampadas fluorescentes tubulares independemente da melhor qualidade do reflector usado.
Outra vantagem consiste também na possibilidade de se maximizar os comprimentos de onda utilizados pelas plantas, da mesma forma que nas lâmpadas GROLUX mas de forma ainda mais eficiente. A sensibilidade das plantas para a fotosintese tem picos na zona do vermelho e do azul do espectro electromagnético.
Um exemplo de uma iluminária composta por leds usando comprimentos de onda especificos para as plantas pode ser vista na imagem seguinte:

 

 O inconveniente desta forma de iluminaçao especifica para as plantas é o que já foi dito sobre as GROLUX, as plantas ficam estranhas vistas debaixo destas iluminárias, alguns exemplos disso em seguida:

A mesma planta com iluminação normal:

 Tal como falado para as lâmpadas fluorescentes pode ser utilizado outras fontes de luz branca para tornar o aspecto das plantas mais normal, mas tendo um reforço nos comprimentos de onda utilizados pelas plantas, uma iluminária com essa configuração pode ser vista na imagem seguinte:

 Este tipo de iluminárias tem ainda outra vantagem em relação ás lâmpadas fluorescentes, é bastante flexivel no que respeita ao comprimento, estas luminárias podem ser construidas tendo em conta as dimensões do terrário onde irão ser utilizadas, o que permite uma luz muito homogenea.
O facto já referido de emitirem a luz numa direcção apenas e consequentemente não necessitarem de reflector torna-as muito economicas em termos de espaço, dispensando o uso de reflectores com dimensões e formas que afectam o aspecto estético do conjunto terrário/iluminária, como exemplo disso temos na imagem seguinte o aspecto da face posterior da iluminária da imagem anterior.

A espessura desta luminária é de 17 milimetros apenas o que a torna muito discreta e estéticamente agradável.
Este tipo de luminárias também pode ser utlizado em aquariofilia, mantendo as vantagens já abordadas.
Se houver interessados em adquirir este tipo de iluminárias basta contactar para o email cp_produtos@yahoo.com

 

continua...

 

 

 

 

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